Rodovias necessitam de R$ 183 bilhes em investimentos

Brasil Econmico – As informaes so da Agncia Brasil

Pedro Peduzzi

As rodovias brasileiras necessitam de R$ 183,5 bilhes em investimentos para dar conta das demandas atuais.

Braslia As rodovias brasileiras necessitam de R$ 183,5 bilhes em investimentos para dar conta das demandas atuais. Deste total, apenas 13% esto contemplados pela primeira verso do Programa de Acelerao do Crescimento (PAC), segundo o estudo Rodovias Brasileiras: Gargalos, Investimentos, Concesses e Preocupaes com o Futuro, divulgado hoje (24) pelo Instituto de Pesquisa Econmica Aplicada (Ipea).

Identificamos trs categorias de gargalos. A primeira, relacionada ao campo de recuperao, adequao e duplicao, a que mais demanda recursos: R$ 144,18 bilhes. Para construo e pavimentao sero necessrios outros R$ 38,5 bilhes. E a terceira categoria est relacionada com o que chamamos, do ponto de vista da engenharia, de obras de arte. Estas, que envolvem obras como pontes e viadutos, carecem de R$ 830 milhes, explica o coordenador de Infraestrutura Econmica do Ipea, Carlos Campos.

O PAC cobre aproximadamente 13% das demandas identificadas, e apenas 7% no que se refere a recuperao e duplicao de vias, avalia Campos.O programa um grande avano em relao ao que vinha sendo feito, que era praticamente nada. Mas ainda insuficiente em relao degradao que houve na malha rodoviria brasileira, em consequncia de 25 anos sem investimentos, acrescenta.

Segundo o pesquisador, 70% das obras do programa ligadas a rodovias esto com o cronograma atrasado. Parte dos atrasos da execuo fsica dessas obras justificada pelas paralisaes do TCU [Tribunal de Contas da Unio], acrescenta.

Campos explica que o estudo do Ipea s leva em considerao o PAC 1, que prev investimentos de R$ 23,3 bilhes entre 2007 e 2010. A segunda verso do programa prev investimentos de R$ 50,4 bilhes entre 2011 e 2014.

Campos chama ateno para a necessidade de ampliao e duplicao das estradas prevista para os prximos anos, em decorrncia do crescimento da economia. Isso, segundo ele, implica em aperfeioar o modelo de concesso de rodovias.

H inclusive problemas no sistema de contratos de concesso, que tm prazos de 25 anos e no preveem a ampliao da malha brasileira prevista para o perodo, avalia. Ele sugere que, para amenizar esse tipo de problema, o pas adote um sistema similar ao do Chile.

No modelo chileno, a empresa diz qual o total de receita necessrio para cobrir os investimentos e a manuteno, alm, claro, do lucro. Ganha quem apresentar a menor receita, e o contrato se encerra no momento em que a receita se iguala ao total previsto de custos e de lucro. Ou seja: o aumento da receita, aps a concesso, faria com que o contrato termine antes, explica.

Como sempre, as rodovias continuaro dependendo dos investimentos pblicos, que, reforados pelo PAC, tiveram crescimento superior a 500% entre 1999 e 2008, disse o pesquisador.

Ele acrescenta que apenas 15% das rodovias interessam ao setor privado. Se considerarmos que 9% da malha j est com eles, vemos claramente que h um teto [de investimentos privados] muito prximo ao quadro atual.

De acordo com o Ipea, h no Brasil 170 mil quilmetros de rodovias pavimentadas. Deste total, 61 mil quilmetros so de vias federais.

Segundo o estudo, os recursos destinados ao setor de transporte subiram, em termos proporcionais ao Produto Interno Bruto, de 0,38% em 1999 para 1,15% em 2008. Em termos de valor, isso equivale a um aumento de R$ 1,7 bilho para R$ 33 bilhes. No caso especfico do transporte rodovirio, o aumento mdio foi de 70%, passando de R$ 1,1 bilho para R$ 26,6 bilhes.

O estudo diz, ainda, que mais de 65% das estradas federais encontram-se em um estado entre deficiente e pssimo e que apenas 12% esto pavimentadas. Um retrato que, segundo Campos, no condiz com a importncia desse tipo de transporte, que responsvel pelo deslocamento de cerca de 60% das cargas transportadas nacionalmente.

24/05/2010

Pedro Peduzzi reprter da Agncia Brasil

 

Rodovias necessitam de R$ 183 bilhões em investimentos

Brasil Econômico – As informações são da Agência Brasil

Pedro Peduzzi

As rodovias brasileiras necessitam de R$ 183,5 bilhões em investimentos para dar conta das demandas atuais.

Brasília – As rodovias brasileiras necessitam de R$ 183,5 bilhões em investimentos para dar conta das demandas atuais. Deste total, apenas 13% estão contemplados pela primeira versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), segundo o estudo Rodovias Brasileiras: Gargalos, Investimentos, Concessões e Preocupações com o Futuro, divulgado hoje (24) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“Identificamos três categorias de gargalos. A primeira, relacionada ao campo de recuperação, adequação e duplicação, é a que mais demanda recursos: R$ 144,18 bilhões. Para construção e pavimentação serão necessários outros R$ 38,5 bilhões. E a terceira categoria está relacionada com o que chamamos, do ponto de vista da engenharia, de obras de arte. Estas, que envolvem obras como pontes e viadutos, carecem de R$ 830 milhões”, explica o coordenador de Infraestrutura Econômica do Ipea, Carlos Campos.

“O PAC cobre aproximadamente 13% das demandas identificadas, e apenas 7% no que se refere a recuperação e duplicação de vias”, avalia Campos.”O programa é um grande avanço em relação ao que vinha sendo feito, que era praticamente nada. Mas ainda é insuficiente em relação à degradação que houve na malha rodoviária brasileira, em consequência de 25 anos sem investimentos”, acrescenta.

Segundo o pesquisador, 70% das obras do programa ligadas a rodovias estão com o cronograma atrasado. “Parte dos atrasos da execução física dessas obras é justificada pelas paralisações do TCU [Tribunal de Contas da União]”, acrescenta.

Campos explica que o estudo do Ipea só leva em consideração o PAC 1, que prevê investimentos de R$ 23,3 bilhões entre 2007 e 2010. A segunda versão do programa prevê investimentos de R$ 50,4 bilhões entre 2011 e 2014.

Campos chama atenção para a necessidade de ampliação e duplicação das estradas prevista para os próximos anos, em decorrência do crescimento da economia. Isso, segundo ele, implica em aperfeiçoar o modelo de concessão de rodovias.

“Há inclusive problemas no sistema de contratos de concessão, que têm prazos de 25 anos e não preveem a ampliação da malha brasileira prevista para o período”, avalia. Ele sugere que, para amenizar esse tipo de problema, o país adote um sistema similar ao do Chile.

“No modelo chileno, a empresa diz qual é o total de receita necessário para cobrir os investimentos e a manutenção, além, é claro, do lucro. Ganha quem apresentar a menor receita, e o contrato se encerra no momento em que a receita se iguala ao total previsto de custos e de lucro. Ou seja: o aumento da receita, após a concessão, faria com que o contrato termine antes”, explica.

“Como sempre, as rodovias continuarão dependendo dos investimentos públicos, que, reforçados pelo PAC, tiveram crescimento superior a 500% entre 1999 e 2008”, disse o pesquisador.

Ele acrescenta que apenas 15% das rodovias interessam ao setor privado. “Se considerarmos que 9% da malha já está com eles, vemos claramente que há um teto [de investimentos privados] muito próximo ao quadro atual”.

De acordo com o Ipea, há no Brasil 170 mil quilômetros de rodovias pavimentadas. Deste total, 61 mil quilômetros são de vias federais.

Segundo o estudo, os recursos destinados ao setor de transporte subiram, em termos proporcionais ao Produto Interno Bruto, de 0,38% em 1999 para 1,15% em 2008. Em termos de valor, isso equivale a um aumento de R$ 1,7 bilhão para R$ 33 bilhões. No caso específico do transporte rodoviário, o aumento médio foi de 70%, passando de R$ 1,1 bilhão para R$ 26,6 bilhões.

O estudo diz, ainda, que mais de 65% das estradas federais encontram-se em um estado entre deficiente e péssimo e que apenas 12% estão pavimentadas. Um retrato que, segundo Campos, não condiz com a importância desse tipo de transporte, que é responsável pelo deslocamento de cerca de 60% das cargas transportadas nacionalmente.

24/05/2010

Pedro Peduzzi é repórter da Agência Brasil

 

PSA Peugeot Citron lanar carro hbrido movido a ar

Apresentada no Brasil, tecnologia Hybrid Air segue sem previso de comercializao
Rodrigo Ribeiro, do R7

Escondido sob a carroceria “fatiada” do Citron C3 est o indito sistema hbrido desenvolvido pela PSA Divulgao A PSA Peugeot Citron apresentou na ltima sexta-feira (18), em So Paulo, uma tecnologia indita para o segmento dos carros hbridos. Exposto dentro de um C3 europeu com carroceria parcialmente cortada, o sistema engloba um motor 1.2 litro de trs cilindros movido a gasolina e um motor hidrulico alimentado atravs de um tanque com ar comprimido.

Mais simples do que os sistemas hbridos convencionais (que usam baterias e motores eltricos), oHybrid Air aposta no baixo custo de construo e manuteno para popularizar de vez esse tipo de veculo. A tecnologia, porm, no tem data para chegar s ruas. A explicao da ausncia de datas para implementao do Hybrid Air foi dada por Karin Mokadden, chefe do projeto na PSA. H muitos estudos para serem feitos ainda, que vo desde testes de longa durao com os prottipos at o desenvolvimento da linha de montagem desses novos veculos.

Extra-oficialmente, porm, h outros motivos para o atraso: atualmente a PSA Peugeot Citron vive uma forte crise na Europa, com demisses em massa e at o estudo de sua venda parcial para uma fabricante chinesa.

Tudo junto e misturado Alheio tudo isso, o sistema Hybrid Air rene uma srie de conceitos incomuns para um automvel. A comear pelo pequeno motor hidrulico de 40 cv, similar ao adotado em tratores compactos usados em obras. O propulsor extra movido por um fluido que, por sua vez, movido atravs de mbolo empurrado por nitrognio comprimido.

Na prtica como se voc pegasse uma seringa e a pressionasse completamente com a agulha bloqueada. O ar ser comprimido e ficar armazenado, situao que ocorre quando o carro aciona o sistema de freios. Ao soltar o mbolo da seringa, ela empurrar sozinha a borracha para fora no carro essa energia aproveitada em aceleraes e retomadas atravs do motor hidrulico.

Essa profuso de tecnologias permite nmeros tentadores: consumo mdio de 34 km/l de gasolina no ciclo urbano europeu e emisses de 69 g/km, ndice inferior ao de hbridos mais modernos. E, curiosamente, um dos segredos para a economia a “inferioridade” do sistema, que incapaz de levar o carro por mais de 100 metros sem acionar o motor a gasolina.

A contrapartida que, alm de ser mais leve, ele acumula e descarrega sua energia de forma mais eficiente e rpida do que um hbrido com motor eltrico.

Sonho brasileiro A estimativa que um modelo compacto Hybrid Air custe at R$ 60 mil na Europa preo inferior s atuais verses hbridas vendidas pela PSA no continente. Desenvolvido para ser usado na plataforma compacta da marca, o sistema poderia at ser produzido no Brasil, na fbrica de Porto Real (RJ). Contudo, de acordo com a fabricante, isso demandaria um estudo de viabilidade tcnica e o estmulo governamental. Por hora, a nova tecnologia hbrida segue distante de ns, mas s seu desenvolvimento j serve de estmulo para novidades em meio monotonia dos carros parcialmente eltricos.

 

http://noticias.r7.com/carros/psa-peugeot-citroen-lancara-carro-hibrido-movido-a-ar-22102013

PSA Peugeot Citroën lançará carro híbrido movido a ar

Apresentada no Brasil, tecnologia Hybrid Air segue sem previsão de comercialização
Rodrigo Ribeiro, do R7

Escondido sob a carroceria “fatiada” do Citroën C3 está o inédito sistema híbrido desenvolvido pela PSA Divulgação A PSA Peugeot Citroën apresentou na última sexta-feira (18), em São Paulo, uma tecnologia inédita para o segmento dos carros híbridos. Exposto dentro de um C3 europeu com carroceria parcialmente cortada, o sistema engloba um motor 1.2 litro de três cilindros movido a gasolina e um motor hidráulico alimentado através de um tanque com ar comprimido.

Mais simples do que os sistemas híbridos convencionais (que usam baterias e motores elétricos), oHybrid Air aposta no baixo custo de construção e manutenção para popularizar de vez esse tipo de veículo. A tecnologia, porém, não tem data para chegar às ruas. A explicação da ausência de datas para implementação do Hybrid Air foi dada por Karin Mokadden, chefe do projeto na PSA. — Há muitos estudos para serem feitos ainda, que vão desde testes de longa duração com os protótipos até o desenvolvimento da linha de montagem desses novos veículos.

Extra-oficialmente, porém, há outros motivos para o atraso: atualmente a PSA Peugeot Citroën vive uma forte crise na Europa, com demissões em massa e até o estudo de sua venda parcial para uma fabricante chinesa.

Tudo junto e misturado Alheio à tudo isso, o sistema Hybrid Air reúne uma série de conceitos incomuns para um automóvel. A começar pelo pequeno motor hidráulico de 40 cv, similar ao adotado em tratores compactos usados em obras. O propulsor extra é movido por um fluido que, por sua vez, é movido através de êmbolo empurrado por nitrogênio comprimido.

Na prática é como se você pegasse uma seringa e a pressionasse completamente com a agulha bloqueada. O ar será comprimido e ficará armazenado, situação que ocorre quando o carro aciona o sistema de freios. Ao soltar o êmbolo da seringa, ela empurrará sozinha a borracha para fora — no carro essa energia é aproveitada em acelerações e retomadas através do motor hidráulico.

Essa profusão de tecnologias permite números tentadores: consumo médio de 34 km/l de gasolina no ciclo urbano europeu e emissões de 69 g/km, índice inferior ao de híbridos mais modernos. E, curiosamente, um dos segredos para a economia é a “inferioridade” do sistema, que é incapaz de levar o carro por mais de 100 metros sem acionar o motor a gasolina.

A contrapartida é que, além de ser mais leve, ele acumula e descarrega sua energia de forma mais eficiente e rápida do que um híbrido com motor elétrico.

Sonho brasileiro A estimativa é que um modelo compacto Hybrid Air custe até R$ 60 mil na Europa — preço inferior às atuais versões híbridas vendidas pela PSA no continente. Desenvolvido para ser usado na plataforma compacta da marca, o sistema poderia até ser produzido no Brasil, na fábrica de Porto Real (RJ). Contudo, de acordo com a fabricante, isso demandaria um estudo de viabilidade técnica e o estímulo governamental. Por hora, a nova tecnologia híbrida segue distante de nós, mas só seu desenvolvimento já serve de estímulo para novidades em meio à monotonia dos carros parcialmente elétricos.

 

http://noticias.r7.com/carros/psa-peugeot-citroen-lancara-carro-hibrido-movido-a-ar-22102013

Carro de leilo custa 30% mais barato, mas h riscos

Ricardo Ribeiro
Colaborao para o UOL, em So Paulo (SP)
Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

Consumidores garimpam modelos antes de leilo; vendas para pessoa fsica j so 20% Antes frequentado apenas por empresas, os leiles de carros esto recebendo mais consumidores comuns. Segundo leiloeiros ouvidos por UOL Carros, cerca de 20% dos arremates so feitos por pessoas fsicas — quatro vezes mais do que h cinco anos. Tambm de acordo com eles, o veculo de leilo tem preo, em mdia, 30% menor que o de tabela.

Mas a compra requer cuidados, e antes de bater o martelo o consumidor precisa ficar atento a alguns aspectos. “H depreciao no preo para compensar o risco que a pessoa corre. O carro vendido no estado em que se encontra e no h garantia”, explica o leiloeiro Moacir de Santi, da Sodr Santoro Leiloeiro Oficial.

ANTES DE COMPRAR – Leia com ateno o edital e o descritivo de venda
– Comparea vistoria fsica e avalie o estado do carro; possvel levar um mecnico de confiana
– A idoneidade do leiloeiro crucial; se tiver dvidas, verifique o histrico da empresa na junta comercial
– Calcule quanto gastar com reparos e documentao do veculo; o desconto em relao ao preo de tabela pode no compensar

O carro pode ter problemas mecnicos, e nesse caso os reparos so por conta do comprador. Custos com documentao e eventual transporte (como guincho), tambm no esto includos. E ainda podem haver dbitos, como multas ou impostos atrasados. “Por isso importante ler o descritivo da venda no edital do leilo, que tem essas informaes. O interessado tambm deve comparecer na vistoria fsica, feita pouco antes do leilo, para ver o estado do veculo”, alerta Santi.

Em So Paulo, o Detran divulga em seu site os editais de leiles de carros apreendidos. H pechinchas, como modelos superesportivos apreendidos pela polcia. “J vendemos uma Ferrari pela metade do preo, um desconto de R$ 1 milho, e que no tinha nem 1.000 km rodados. Mas a ‘carro de bandido’. No todo mundo que topa usar um modelo com esse histrico”, revela um leiloeiro que pede para no ser identificado.

Outros casos curiosos so de veculos roubados e depois recuperados, que podem ter sido usados na prtica de crimes — apresentando at marcas de tiros na lataria.

Mas a maioria dos carros leiloados de carros financiados que foram apreendidos por falta de pagamento, ou ento “sinistrados” — ou seja, acidentados. Carros que tiveram perda total, aps o recebimento do prmio pelo proprietrio, so levados a leilo pelas seguradoras.

“O carro muito batido, ou atingido numa enchente, mau negcio, mas h carros que sofreram danos pequenos no caminho-cegonha, no transporte entre o fabricante e o concessionrio. A seguradora paga ao fabricante, mas o carro est quase novo”, orienta o leiloeiro. Alm do risco e do histrico do carro, outra desvantagem da compra em leilo que o veculo precisa ser pago vista.

Lojistas tradicionais, claro, desaconselham a compra de carros em leilo.

S COM LAUDO

A nica maneira de descobrir se o carro oferecido numa loja foi comprado em leilo pedir laudo em empresa especializada, que mostra histrico do carro, como proprietrios anteriores e batidas por cerca de R$ 150; muitas lojas anunciam carros “periciados”, como prova de que no so de leilo “O proprietrio que est com o financiamento muito atrasado sabe que ter o veculo apreendido e j no cuida mais dele. Alguns at depenam, tirando rodas originais e equipamentos. So carros muito maltratados”, afirma Nasser Salloum Filho, diretor comercial da Caltabiano e responsvel pela rea de seminovos.

Ele ressalta que a concessionria no trabalha com veculos arrematados em leilo. Para Salloum Filho, outros problemas so a dificuldade para avaliar o real estado do carro antes do leilo e a baixa aceitao depois. “O carro de leilo ainda discriminado no mercado. H uma depreciao de at 40% na revenda e a maioria das seguradoras recusa cobrir o modelo”, diz. H lojas menores que compram carros de leilo — 80% dos arremates ainda so por pessoas jurdicas. Nem sempre a “procedncia” menos nobre revelada ao consumidor.

Por ora, a nica maneira de saber se um carro venda numa loja — cuja documentao geralmente vai estar em nome da prpria loja — passou por um leilo, independentemente do motivo, solicitar laudo em empresa especializada. Esses relatrios mostram toda a “vida” do veculo, incluindo acidentes e proprietrios anteriores. O servio custa entre R$ 150 e R$ 180.

 

http://carros.uol.com.br/noticias/redacao/2013/09/13/carro-de-leilao-custa-30-mais-barato-mas-ha-riscos.htm

 

Fonte: G1 – GLOBO

Carro de leilão custa 30% mais barato, mas há riscos

Ricardo Ribeiro
Colaboração para o UOL, em São Paulo (SP)
Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

Consumidores garimpam modelos antes de leilão; vendas para pessoa física já são 20% Antes frequentado apenas por empresas, os leilões de carros estão recebendo mais consumidores comuns. Segundo leiloeiros ouvidos por UOL Carros, cerca de 20% dos arremates são feitos por pessoas físicas — quatro vezes mais do que há cinco anos. Também de acordo com eles, o veículo de leilão tem preço, em média, 30% menor que o de tabela.

Mas a compra requer cuidados, e antes de bater o martelo o consumidor precisa ficar atento a alguns aspectos. “Há depreciação no preço para compensar o risco que a pessoa corre. O carro é vendido no estado em que se encontra e não há garantia”, explica o leiloeiro Moacir de Santi, da Sodré Santoro Leiloeiro Oficial.

ANTES DE COMPRAR – Leia com atenção o edital e o descritivo de venda
– Compareça à vistoria física e avalie o estado do carro; é possível levar um mecânico de confiança
– A idoneidade do leiloeiro é crucial; se tiver dúvidas, verifique o histórico da empresa na junta comercial
– Calcule quanto gastará com reparos e documentação do veículo; o desconto em relação ao preço de tabela pode não compensar

O carro pode ter problemas mecânicos, e nesse caso os reparos são por conta do comprador. Custos com documentação e eventual transporte (como guincho), também não estão incluídos. E ainda podem haver débitos, como multas ou impostos atrasados. “Por isso é importante ler o descritivo da venda no edital do leilão, que tem essas informações. O interessado também deve comparecer na vistoria física, feita pouco antes do leilão, para ver o estado do veículo”, alerta Santi.

Em São Paulo, o Detran divulga em seu site os editais de leilões de carros apreendidos. Há pechinchas, como modelos superesportivos apreendidos pela polícia. “Já vendemos uma Ferrari pela metade do preço, um desconto de R$ 1 milhão, e que não tinha nem 1.000 km rodados. Mas aí é ‘carro de bandido’. Não é todo mundo que topa usar um modelo com esse histórico”, revela um leiloeiro que pede para não ser identificado.

Outros casos curiosos são de veículos roubados e depois recuperados, que podem ter sido usados na prática de crimes — apresentando até marcas de tiros na lataria.

Mas a maioria dos carros leiloados é de carros financiados que foram apreendidos por falta de pagamento, ou então “sinistrados” — ou seja, acidentados. Carros que tiveram perda total, após o recebimento do prêmio pelo proprietário, são levados a leilão pelas seguradoras.

“O carro muito batido, ou atingido numa enchente, é mau negócio, mas há carros que sofreram danos pequenos no caminhão-cegonha, no transporte entre o fabricante e o concessionário. A seguradora paga ao fabricante, mas o carro está quase novo”, orienta o leiloeiro. Além do risco e do histórico do carro, outra desvantagem da compra em leilão é que o veículo precisa ser pago à vista.

Lojistas tradicionais, é claro, desaconselham a compra de carros em leilão.

SÓ COM LAUDO

A única maneira de descobrir se o carro oferecido numa loja foi comprado em leilão é pedir laudo em empresa especializada, que mostra histórico do carro, como proprietários anteriores e batidas por cerca de R$ 150; muitas lojas anunciam carros “periciados”, como prova de que não são de leilão “O proprietário que está com o financiamento muito atrasado sabe que terá o veículo apreendido e já não cuida mais dele. Alguns até depenam, tirando rodas originais e equipamentos. São carros muito maltratados”, afirma Nasser Salloum Filho, diretor comercial da Caltabiano e responsável pela área de seminovos.

Ele ressalta que a concessionária não trabalha com veículos arrematados em leilão. Para Salloum Filho, outros problemas são a dificuldade para avaliar o real estado do carro antes do leilão e a baixa aceitação depois. “O carro de leilão ainda é discriminado no mercado. Há uma depreciação de até 40% na revenda e a maioria das seguradoras recusa cobrir o modelo”, diz. Há lojas menores que compram carros de leilão — 80% dos arremates ainda são por pessoas jurídicas. Nem sempre a “procedência” menos nobre é revelada ao consumidor.

Por ora, a única maneira de saber se um carro à venda numa loja — cuja documentação geralmente vai estar em nome da própria loja — passou por um leilão, independentemente do motivo, é solicitar laudo em empresa especializada. Esses relatórios mostram toda a “vida” do veículo, incluindo acidentes e proprietários anteriores. O serviço custa entre R$ 150 e R$ 180.

 

http://carros.uol.com.br/noticias/redacao/2013/09/13/carro-de-leilao-custa-30-mais-barato-mas-ha-riscos.htm

 

Fonte: G1 – GLOBO

Presa quadrilha especializada em fraudes no Detran-RJ

Funcionrios, prestadores de servio e despachantes faturavam 2 milhes de reais por ms para aprovar vistorias de veculos irregulares. Dos 181 denunciados, 122 tiveram priso preventiva decretada. At o fim da manh, 89 pessoas foram capturadas

Pmela Oliveira, do Rio de Janeiro

Presa quadrilha especializada em fraudes no Detran-RJ Funcionrios, prestadores de servio e despachantes faturavam 2 milhes de reais por ms para aprovar vistorias de veculos irregulares. Dos 181 denunciados, 122 tiveram priso preventiva decretada. At o fim da manh, 89 pessoas foram capturadas Pmela Oliveira, do Rio de Janeiro

Placas, documentos e computadores foram apreendidos na casa de um policial civil aposentado no Rio (Carlos Moraes/Agncia O Dia) Cento e oitenta e uma pessoas foram denunciadas por participao em uma quadrilha especializada em fraudes de documentos e de vistorias obrigatrias no Detran-RJ. De acordo com a investigao, iniciada em 2011, funcionrios e prestadores de servio aprovavam veculos sem condies mnimas de segurana. Em alguns casos, os carros sequer eram levados aos postos de vistoria, mas documentos eram emitidos normalmente. Segundo o delegado e corregedor do Detran-RJ, David Anthony Alves, este o maior esquema de corrupo j detectado no departamento de trnsito no estado.

Dos 181 denunciados, 122 tiveram a priso preventiva decretada por associao criminosa, corrupo passiva e ativa, falsidade ideolgica, falsificao de documento pblico, insero de dados falsos e supresso de documento pblico. At o fim da manh, 89 pessoas foram presas, entre funcionrios e prestadores de servio, despachantes e representantes de empresas que utilizavam o esquema fraudulento – trs deles so policiais militares e um policial civil aposentado. Outras 59 pessoas podem ser presas caso no paguem o valor da fiana estabelecido pela Justia. Alm de fraudar vistorias, o grupo criminoso contava com um falsrio que providenciava a adulterao de documentos pblicos como o Certificado de Registro de Veculo (CRV) e o Certificado de Registro e Licenciamento de Veculo (CRLV). Ela apagava os dados dos documentos atravs de um processo qumico, permitindo adulteraes. Um carro roubado, por exemplo, poderia usar esse documento, explica o corregedor.

Valor da propina– De acordo com Anthony Alves, proprietrios de veculos e representantes de empresas de nibus e caminhes pagavam propina de 50 a 1.000 reais por servio. A quantia variava de acordo com o cliente, os fraudadores, as condies do veculo vistoriado e o nmero de servios envolvidos. A quadrilha atuava na sede do Detran-RJ, no centro do Rio, e em oito postos de vistoria – em Santa Cruz, Campo Grande e Barra da Tijuca, na Zona Oeste, Iraj e Vila Isabel, na Zona Norte, Belford Roxo e Nova Iguau, na Baixada Fluminense, e So Gonalo, na Regio Metropolitana. A operao, realizada pela Corregedoria do Detran-RJ, Ministrio Pblico e Delegacia de Represso s Aes Criminosas Organizadas (Draco), cumpriu 35 mandados de busca e apreenso. Em uma das casas, que pertence a um policial civil aposentado, foram encontrados documentos do Detran-RJ originais em branco, placas e lacres.

Durante as investigaes, foram identificados 700 veculos beneficiados pela atuao da quadrilha. Os proprietrios sero notificados. Segundo Anthony Alves, os automveis esto com restrio administrativa. Ou seja, esto bloqueados para qualquer servio no Detran at que os donos sejam ouvidos e cada caso seja esclarecido. “Eles podero ser responsabilizados”, disse o delegado corregedor.

 

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/operacao-contra-fraudes-no-detran-prende-89-no-rio

 

Fonte: G1 – GLOBO